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10

MAI

2017

Uma reflexão sobre os 10 pontos em comum de quem me mostram na prática como funciona ser dono de um negócio.

1 –> Eles estão centrados nos seus prospects e clientes, sempre, desde o início quando o negócio era uma ideia. Conhecem, sabem o que as pessoas querem. Na prática eles apenas estão atentos aos seu clientes, conversam, tem proximidade.

Eles estão com os olhos no “como”, no fato de que as ideias, sejam simples ou complexas, precisam ser executadas. E a forma é determinante. Vendendo produto ou serviço, eles entendem que o que faz as pessoas comprarem é a experiência.

3 –> Eles não descansam e isso não tem nada de poesia. Mesmo gostando muito do que fazem, empreender é entender que vão ter períodos em que a sua vida é prioritariamente ser dono de um negócio. E mesmo nos períodos em que o negócio já anda sozinho, uma pessoa com comportamento empreendedor nunca deixa de pensar na sua empresa. Tem ideias no sábado, no domingo, respira essencialmente o que faz. Não tem outro jeito e precisa ser uma escolha que cabe na vida.

4 –> Eles não começaram com as condições ideias. Precisaram que o negócio desse certo e essa necessidade faz com que não se possa postergar coisas, tenha que se fazer, errar e aprender. Mas acima de tudo, fazer. Água na bunda é o melhor ingrediente.

5 –> Eles entendem no que são bons, no que podem ser bons e no que nunca serão competentes. Isso permite que se delegue e contrate as pessoas certas para os lugares certos e se potencialize as habilidades.

6 –> Eles enxergam o próximo passo. Mais do que ter um planejamento complexo, que muitas vezes mais atrapalha do que ajuda uma empresa, eles sabem de onde vem os próximos resultados e qual é o próximo degrau que precisa ser conquistado.

7 –> Eles tem, sim, aquela coisa que ninguém explica e alguns chamam de propósito. Na prática, tem alguma coisa maior que torna o dinheiro uma consequência. E não tem outro jeito para aguentar o tranco de uma vida empreendedora.

8 –> Eles não ficam na janela vendo a vida passar. Sempre tem alguma coisa para ser feita, não gostam de mar calmo.

9 –> Eles cuidam da empresa, investem e dominam os números do seu negócio. O que tem relação direta com querer construir algo a longo prazo. 

10 –> Eles, sem exceção, tem olhos no futuro e pés no presente. Enxergam lá na frente, dominam o seu segmento, entendem as tendências e é isso que faz com que eles criem demandas novas mesmo quando não existem oportunidades tão claras. Isso dá a capacidade de antecipar vontades que as pessoas/clientes nem sabem que tem.

 

30

JUN

2016

Quem cresceu como negócio normalmente percebeu o momento de avançar de casa e conseguiu olhar de cima os concorrentes médios de mercado entendendo no que era melhor, onde estava a sua vantagem e correndo atrás para “subir de fase”. Tem negócios que nadam, nadam, nadam e não saem do lugar. Pessoas que estão sempre com a sensação de "estarem começando". Tentamos resumir em 15 pontos porque foco é importante, nem toda ideia é boa e fazer já te coloca na frente de muita gente, já que a maioria está mais ocupada trabalhando do que construindo uma empresa. Não tem fórmula, mas alguns pontos são comuns a histórias de quem chegou lá. Vamos lá!

  1. As pessoas costumam confundir estar ganhando dinheiro com estar construindo uma empresa. Uma coisa pode estar acontecendo sem a outra.
  2. Normalmente, quem está construindo consegue sentir que está criando um legado.
  3. Quem não está construindo um negócio sente-se no caminho errado e com frequência tem a necessidade compensar realizando grandes feitos.
  4. Uma empresa é um acúmulo de boas pequenas coisas.
  5. Isso tem a ver com sentido, com propósito, mas principalmente com fazer. E “fazer fazendo” sentido para a estratégia e para o posicionamento do negócio, não só para as pessoas.
  6. É mais importante dar pequenos passos certos do que fazer grandes proezas desconectadas com os objetivos da empresa.
  7. Ficar no "nível intermediário" por muito tempo provavelmente vai fazer com que o negócio perca fôlego. Para toda empresa chega a hora de dar um salto.
  8. Pouca gente faz a coisa como deveria ser. A maioria vai levando, colocando a culpa no tempo, na rotina, na vida.
  9. Tudo é uma construção. Parece óbvio, mas não é. Tem a ver como soma e convergência de forças nas ações.
  10. Quanto mais se faz o que deve ser feito menos se enxerga concorrência ao redor do negócio.
  11. A falta de foco é proporcional ao não crescimento efetivo de uma empresa.
  12. O foco permite que se olhe para uma direção.
  13. Foco tem a ver com escolhas. Escolhas definem empresas.
  14. O problema de não ter foco é que toda ideia parece boa. Pode até ser, mas pode não ser para a você e para a sua empresa.
  15. Enquanto se está colhendo resultados é tempo de plantar novos frutos. O mercado não espera e vai deixar sua empresa para traz.

30

MAI

2016

Férias são sempre uma boa forma de recarregar as energias. Quando somos empreendedores e estamos perto de boas referências de marcas, ideias e produtos é impossível que um passeio por aí passe em branco.

Nas nossas andanças por aí selecionamos alguns modelos de negócios que achamos inspiradores. Começamos com dois exemplos em que > a ideia é o diferencial do produto e o conceito da marca <

Em um mundo onde quase todos os produtos acabam tornando-se commodities, a forma de vender um produto comum pode ser o diferencial competitivo e atrair o consumidor pela originalidade. Separamos dois exemplos de lojas locais que fazem sucesso pela forma como oferecem seus produtos e serviços.

1) Eyescream & friends

É basicamente um sorvete e nem tão bom assim. Mas não há uma pessoa que veja alguém passando com um desses e não pense “eu quero”. O sorvete tem olhinhos e você pode escolher dois “amigos” para fazer parte da turma, como promete o nome do sorvete.

Além disso, a embalagem é funcional e tem frases divertidas (ideais para um mundo onde tudo vai para o Instagram) e realmente faz a experiência ser feliz.

Custa em média 4,50 euros e vale muito a experiência. Já existem versões sem glúten, lactose e açúcar, além de bolinhos, e a marca demonstra estar constantemente se reinventando. A loja fica próxima as praias de Barcelona e já tem versões de franquias disponíveis. Boa pedida para empreender no Brasil, hein?

Aqui tem vídeos legais que mostram mais do produto sendo feito :)

2) Happy Pills

O negócio da marca são balas, de muitos tipos (mas nada tão diferente do que se encontra nos quiosques de shoppings do Brasil). A grande diferença é o conceito e, mais uma vez, a forma como entrega o produto. A loja simula uma farmácia onde você consome em diversas embalagens “remédios ou pílulas de felicidade”.

As balas são boas, mas esse é mais um exemplo de que um produto pode fazer sucesso se for divertido e mexer com a criatividade do consumidor. O ambiente da loja é limpo e o destaque fica realmente a cargo da exposição do produto, brincando com os diferentes tipos de balas e cores, além de dar um significado para cada cor e trabalhar muito bem a comunicação no ponto de vendas.

Logo a gente compartilha mais novidades direto das férias :D

18

ABR

2016

O conceito de concorrência é antigo. O conceito de vencer a concorrência e a visão competitiva é muito presente no planejamento estratégico, na direção de marketing e na economia das organizações. Esse enfoque tem base na teoria de Adam Smith, de que cada empresa busca seus interesses pessoais às custas dos outros. O êxito de uma empresa pressupõe a perda de outro participante. Em 1996 surgiu um termo “coopetition”, trazendo o olhar de que as empresas podem competir e também cooperar. 

A cooperação tem por objetivo fazer com que o negócio e o segmento cresçam. Em resumo, ambos os comportamentos são desejáveis e não excludentes. Não é a eliminação da concorrência, mas uma nova forma de olhar o concorrente como parceiro de segmento, onde os concorrentes coexistem em alguns momentos diante de interesses mútuos. Se você é dono de uma loja de móveis, é de seu interesse que o segmento se solidifique, tenha mais recursos e força. E isso você consegue promovendo a união com outras empresas de móveis. Trazendo isso para a realidade das pequenas empresas, você agrega muito valor ao seu negócio e marca se “puxar a frente” de movimentos que acredita e encabeçar o relacionamento com empresas que oferecem o mesmo serviço que você a fim de promover o engrandecimento do segmento como um todo. Tem lugar para todos, todos ganham e você, como líder, soma ainda mais pontos com o seu cliente e reforça valor de marca. As pessoas enxergam com bons olhos esse tipo de iniciativa.

Entrando no papel que cada concorrente tem dentro de um segmento, vamos fazer um raciocínio: sempre que um concorrente novo entra no mercado ele interfere na percepção que as pessoas têm do segmento. Portanto, se ele for ruim, puxa o segmento para baixo. Se for bom, obriga os demais a elevarem a sua prestação de serviço ou acabarão tendo que fechar as portas.

A boa concorrência eleva o mercado, nivela e expectativa do consumidor e recompensa aqueles que se preocupam em oferecer o melhor. Sempre que um novo concorrente ruim entra no mercado, o inverso dessa lógica acontece. Uma empresa mais apelativa, com serviço de péssima qualidade ou que vende “gato por lebre” não é bom para ninguém. Muitas vezes, o consumidor passa um tempo comprando gato, deixando de comprar de você, até entender que aquilo era lebre. Percebe? E nesse meio do caminho, o seu esforço em ter que provar o valor e a qualidade do que você entrega, muitas vezes a um preço maior, é hercúleo e talvez não efetivo. Queira ter bons concorrentes ao lado. Maus concorrentes prejudicam o segmento, deturpam o seu valor. Busque estar próximo para que o segmento todo ganhe e prospere. O conceito de concorrência mudou, tem lugar para todos e quem decide quem fica no jogo é o consumidor e não você. "Vencer o adversário" não é mais o verdadeiro desafio.

 

 

21

FEV

2016

O desafio de todo negócio nos dias de hoje passa por gerar constantemente valor e surpreender o cliente. Mais do que isso, o desafio é fazer com que o cliente perceba o diferencial, lembre no que você é bom, aquilo que te faz único. E isso só é possível se a sua empresa conseguir gerar e transferir esse valor para as pessoas. Dessa forma, diferenciais competitivos somente tem valor, quando o mercado consumidor percebe estas vantagens. E isso só acontece se você não perder o seu consumidor de vista. O que é valor para ele pode não ser valor para você e vice-versa. Um produto ou oferta alcança êxito quando proporciona valor e satisfação ao comprador-alvo.

Valor: a razão entre o que o cliente recebe e o que ele dá. O cliente recebe benefícios e assume custos. Os benefícios incluem benefícios funcionais e emocionais. Os custos são monetários, de tempo, de energia e psicológicos.

Diferencial competitivo são os atributos que tornam a empresa única e superior aos seus principais concorrentes. Tratam-se das vantagens e benefícios exclusivos que a empresa proporciona aos clientes e que a concorrência ainda não conseguiu oferecer.

Com relação a isso, vale destacar alguns pontos:

  • Os métodos para obter a diferenciação são vários, sendo alguns deles: projeto ou imagem da marca, tecnologia, peculiaridades, serviços sob encomenda ou rede de fornecedores.
  • A diferenciação pode proporcionar isolamento contra os concorrentes devido à lealdade dos consumidores com relação à marca, como também à menor sensibilidade a preço. 
  • A diferenciação também permite margens maiores.

Ativos como a comunicação e o atendimento precisam funcionar e tornar a sua promessa atrativa. E só existe uma forma de isso acontecer: escute o cliente, converse, perceba, esteja perto, vá assistir uma compra, observe o que tem feito as pessoas comprarem ou deixarem de comprar na sua empresa. Essas são respostas que todo empreendedor precisa ter na ponta da língua.

 

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