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30

MAI

2016

O que vimos nas férias - parte 1.


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Férias são sempre uma boa forma de recarregar as energias. Quando somos empreendedores e estamos perto de boas referências de marcas, ideias e produtos é impossível que um passeio por aí passe em branco.

Nas nossas andanças por aí selecionamos alguns modelos de negócios que achamos inspiradores. Começamos com dois exemplos em que > a ideia é o diferencial do produto e o conceito da marca <

Em um mundo onde quase todos os produtos acabam tornando-se commodities, a forma de vender um produto comum pode ser o diferencial competitivo e atrair o consumidor pela originalidade. Separamos dois exemplos de lojas locais que fazem sucesso pela forma como oferecem seus produtos e serviços.

1) Eyescream & friends

É basicamente um sorvete e nem tão bom assim. Mas não há uma pessoa que veja alguém passando com um desses e não pense “eu quero”. O sorvete tem olhinhos e você pode escolher dois “amigos” para fazer parte da turma, como promete o nome do sorvete.

Além disso, a embalagem é funcional e tem frases divertidas (ideais para um mundo onde tudo vai para o Instagram) e realmente faz a experiência ser feliz.

Custa em média 4,50 euros e vale muito a experiência. Já existem versões sem glúten, lactose e açúcar, além de bolinhos, e a marca demonstra estar constantemente se reinventando. A loja fica próxima as praias de Barcelona e já tem versões de franquias disponíveis. Boa pedida para empreender no Brasil, hein?

Aqui tem vídeos legais que mostram mais do produto sendo feito :)

2) Happy Pills

O negócio da marca são balas, de muitos tipos (mas nada tão diferente do que se encontra nos quiosques de shoppings do Brasil). A grande diferença é o conceito e, mais uma vez, a forma como entrega o produto. A loja simula uma farmácia onde você consome em diversas embalagens “remédios ou pílulas de felicidade”.

As balas são boas, mas esse é mais um exemplo de que um produto pode fazer sucesso se for divertido e mexer com a criatividade do consumidor. O ambiente da loja é limpo e o destaque fica realmente a cargo da exposição do produto, brincando com os diferentes tipos de balas e cores, além de dar um significado para cada cor e trabalhar muito bem a comunicação no ponto de vendas.

Logo a gente compartilha mais novidades direto das férias :D

18

ABR

2016

Bons concorrentes ajudam o seu negócio.


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O conceito de concorrência é antigo. O conceito de vencer a concorrência e a visão competitiva é muito presente no planejamento estratégico, na direção de marketing e na economia das organizações. Esse enfoque tem base na teoria de Adam Smith, de que cada empresa busca seus interesses pessoais às custas dos outros. O êxito de uma empresa pressupõe a perda de outro participante. Em 1996 surgiu um termo “coopetition”, trazendo o olhar de que as empresas podem competir e também cooperar. 

A cooperação tem por objetivo fazer com que o negócio e o segmento cresçam. Em resumo, ambos os comportamentos são desejáveis e não excludentes. Não é a eliminação da concorrência, mas uma nova forma de olhar o concorrente como parceiro de segmento, onde os concorrentes coexistem em alguns momentos diante de interesses mútuos. Se você é dono de uma loja de móveis, é de seu interesse que o segmento se solidifique, tenha mais recursos e força. E isso você consegue promovendo a união com outras empresas de móveis. Trazendo isso para a realidade das pequenas empresas, você agrega muito valor ao seu negócio e marca se “puxar a frente” de movimentos que acredita e encabeçar o relacionamento com empresas que oferecem o mesmo serviço que você a fim de promover o engrandecimento do segmento como um todo. Tem lugar para todos, todos ganham e você, como líder, soma ainda mais pontos com o seu cliente e reforça valor de marca. As pessoas enxergam com bons olhos esse tipo de iniciativa.

Entrando no papel que cada concorrente tem dentro de um segmento, vamos fazer um raciocínio: sempre que um concorrente novo entra no mercado ele interfere na percepção que as pessoas têm do segmento. Portanto, se ele for ruim, puxa o segmento para baixo. Se for bom, obriga os demais a elevarem a sua prestação de serviço ou acabarão tendo que fechar as portas.

A boa concorrência eleva o mercado, nivela e expectativa do consumidor e recompensa aqueles que se preocupam em oferecer o melhor. Sempre que um novo concorrente ruim entra no mercado, o inverso dessa lógica acontece. Uma empresa mais apelativa, com serviço de péssima qualidade ou que vende “gato por lebre” não é bom para ninguém. Muitas vezes, o consumidor passa um tempo comprando gato, deixando de comprar de você, até entender que aquilo era lebre. Percebe? E nesse meio do caminho, o seu esforço em ter que provar o valor e a qualidade do que você entrega, muitas vezes a um preço maior, é hercúleo e talvez não efetivo. Queira ter bons concorrentes ao lado. Maus concorrentes prejudicam o segmento, deturpam o seu valor. Busque estar próximo para que o segmento todo ganhe e prospere. O conceito de concorrência mudou, tem lugar para todos e quem decide quem fica no jogo é o consumidor e não você. "Vencer o adversário" não é mais o verdadeiro desafio.

 

 

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